Estudo da FGV aponta retorno de R$ 7,59 para cada R$ 1 investido e mostra geração de empregos e impacto social em 2024
Em um ano que misturou arte, público e impacto financeiro, a Lei Rouanet se destacou como um motor surpreendente da economia brasileira em 2024. Segundo a Pesquisa de Impacto Econômico elaborada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e lançada nesta terça-feira,13, em São Paulo, o principal mecanismo de incentivo à cultura no país movimentou nada menos que R$ 25,7 bilhões — e por trás desse número estão cifras que vão muito além de apresentações e palcos.
O estudo, encomendado pelo Ministério da Cultura e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), revela que a cada R$ 1 investido em projetos culturais via Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia ao considerar não apenas os gastos diretos dos eventos, mas também os efeitos indiretos e os gastos do público em setores como transporte, hospedagem e alimentação.
Impacto na economia e no emprego
Além da expressiva movimentação financeira, a pesquisa destaca que a cultura gerou ou sustentou mais de 228 mil postos de trabalho no país em 2024, entre diretos e indiretos, e que o público impactado pelos projetos passou de 89 milhões de pessoas — um contingente equivalente a quase metade da população brasileira. Os projetos incentivados também contribuíram com cerca de R$ 3,9 bilhões em tributos, demonstrando uma volta de recursos ao erário público.
Os números pintam, assim, um retrato mais abrangente do papel da Lei Rouanet no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Segundo os responsáveis pelo estudo, o impacto vai além de espetáculos e eventos: envolve desde fornecedores até serviços complementares, mobilizando micro e pequenas empresas em diversas regiões do país.