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Economia

Como o acordo histórico entre Mercosul e União Europeia pode mexer no seu bolso

12/01/2026 13:37 Por Redação NTD

Entenda os principais efeitos econômicos e de consumo que um dos maiores acordos comerciais do mundo deve trazer para o Brasil

O Brasil pode estar às vésperas de uma transformação nas relações comerciais globais que reverberará no dia a dia dos consumidores. Após mais de 25 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre o Mercosul (bloco que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e a União Europeia avançou decisivamente em 2026, com sinal verde do Conselho Europeu e perspectiva de assinatura nos próximos dias. A promessa é de redução de tarifas sobre a maior parte das trocas comerciais entre os dois blocos e maior integração econômica, abrindo portas para bens e serviços europeus entrarem com custos menores no Brasil e ampliando o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. 

No curto prazo, a expectativa do governo é que consumidores brasileiros possam sentir alívio no preço de produtos importados, como automóveis, medicamentos, roupas e itens industriais, com a redução ou eliminação de tarifas de importação ao longo dos próximos anos.  Setores como alimentos e bebidas de alto valor agregado, incluindo vinhos, chocolates e queijos europeus, tendem a ficar mais acessíveis no Brasil, à medida que os entraves tarifários forem suavizados.  Para produtores brasileiros, especialmente no agronegócio, o acordo pode ampliar exportações de carnes, café e soja para um mercado sofisticado e robusto, com potencial de gerar mais emprego e investimento estrangeiro no país. 

Impactos econômicos a longo prazo

Embora os efeitos diretos no bolso do consumidor ocorram de forma gradual, estudos indicam que o Brasil pode se beneficiar estruturalmente da maior abertura comercial. Modelos econômicos sugerem que o PIB brasileiro pode registrar crescimento adicional até 2040, com destaque para investimentos estrangeiros e ganhos na balança comercial decorrentes da maior integração com a Europa.  A indústria nacional também pode ganhar competitividade com o acesso a tecnologias e insumos importados mais baratos ao longo do tempo.

Apesar das promessas, o acordo não é unanimidade, e ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul antes de entrar em vigor, processo que pode estender sua efetivação.  Além disso, setores sensíveis da economia, como algumas indústrias locais, podem enfrentar desafios com a competição externa, e ajustes regulatórios em temas como normas ambientais e sanitárias ainda são objeto de negociação e debate político.