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Gastronomia e Turismo

Luxo sem preconceito: a revolução inclusiva que está mudando o turismo de alto padrão em 2026

09/01/2026 23:40 Por Redação NTD

Experiência sob medida, acolhimento e diversidade deixam de ser tendência e viram regra em um mercado bilionário que disputa viajantes cada vez mais exigentes

Esqueça o champanhe caro, os hotéis ostentação e os destinos apenas “instagramáveis”. O novo luxo tem outro brilho: o de ser quem se é, em qualquer lugar do mundo. Em 2026, o turismo de alto padrão passa por uma virada histórica e troca a ostentação pelo pertencimento. Viajar bem agora significa viajar sem medo, com experiências pensadas nos mínimos detalhes e a certeza de que cada escolha respeita identidade, valores e diversidade — um movimento que vem reposicionando a inclusão como o maior trunfo competitivo do setor.

Os números ajudam a explicar essa corrida. O mercado global de turismo de luxo já movimentava US$ 1,4 trilhão em 2023 e deve crescer a um ritmo acelerado de 7,9% ao ano até 2030, segundo a Grand View Research. Mas o motor desse crescimento mudou. O novo consumidor é mais atento, mais crítico e menos disposto a aceitar experiências genéricas. É nesse vácuo que nichos antes ignorados passam a ocupar o centro das estratégias, como o turismo voltado ao público LGBTQIA+, segmento que ganha força com redes especializadas como a 365 Fun Fest.

Exclusividade virou acolhimento

“O mercado vive uma virada conceitual sem volta. Luxo hoje é exclusividade emocional. É ser bem recebido em qualquer canto do mundo, sem constrangimento, sem perrengue e com a sensação de que tudo foi desenhado para você”, afirma Marco Lisboa, CEO da 365 Fun Fest. Segundo ele, personalização e acolhimento deixaram de ser um diferencial elegante e se tornaram pré-requisitos. A rede aposta em curadoria de destinos, parceiros treinados e experiências moldadas para diferentes perfis da comunidade LGBTQIA+. “Não existe um viajante padrão. Existe uma pluralidade enorme de identidades, idades e estilos. Ignorar isso é ficar para trás”, reforça.

Esse novo luxo também desafia a lógica tradicional do turismo. Ao invés de depender de feriados e alta temporada, o turismo inclusivo movimenta o mercado durante todo o ano, impulsionado por um público das classes A e B que viaja quando se sente seguro, representado e conectado a um evento ou experiência específica. O resultado é um setor mais estável, lucrativo e atraente para investidores. Com planos de chegar a 100 unidades e faturar R$ 3 milhões em 2026, a 365 Fun Fest aposta alto nessa mudança. “O futuro do turismo não está nos destinos, mas nas pessoas. Quem entender isso agora vai dominar o mercado nos próximos anos”, conclui Lisboa.