Acidente com alimento chama atenção para os riscos de alimentos sólidos em crianças pequenas
No final da tarde desta terça-feira, 6, a tarde de diversão e lanches em família acabou em dor no bairro Mário Raiter, em Sorriso (MT): uma criança de 1 ano e oito meses morreu após se engasgar com pipoca, em um episódio que rapidamente mobilizou equipes de resgate e deixou a comunidade em choque. De acordo com testemunhas, o engasgo ocorreu enquanto o bebê estava sob os cuidados da mãe e de uma tia, que ofereceram o alimento no quintal de casa.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas ao local após relatos de que a criança havia parado de respirar. Os socorristas tentaram manobras de reanimação e, posteriormente, procedimentos avançados, mas o bebê não resistiu e teve a morte constatada ainda no local. A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias do caso e eventuais fatores que podem ter dificultado o socorro rápido.
Alerta para cuidados com alimentos
Especialistas em saúde infantil ressaltam que alimentos aparentemente inofensivos, como pipoca, podem representar riscos sérios a crianças pequenas, especialmente as menores de 4 anos, que ainda desenvolvem suas habilidades de mastigação e deglutição. Estudos indicam que mais de 60% dos engasgos em crianças são causados por alimentos, incluindo pipoca, nozes e pedaços de frutas ou carnes, o que pode levar à obstrução total das vias aéreas em segundos.
Família, vizinhos e órgãos de saúde aproveitam o caso para lembrar pais e responsáveis sobre a importância de supervisão constante durante as refeições e de evitar alimentos de alto risco para crianças pequenas, que devem ser oferecidos em formas e tamanhos adequados à idade. Em nota, autoridades municipais também reforçaram a necessidade de medidas preventivas e treinamento básico de primeiros socorros para lidar com situações de engasgo antes da chegada de equipes de resgate.