A antiga imagem do líder distante, inalcançável, e inacessível está cada vez mais obsoleta, e prejudicial. O líder sentado sozinho na sala gigante, com sofá e vista espetacular, já não representa o que durante muito tempo era sinal de status e poder.
Em um mundo em que os profissionais buscam conexão, propósito, e humanidade, o líder que se esconde atrás da porta fechada perde relevância. Mais do que respeito, hoje as pessoas querem presença.
Líder acessível não é aquele que diz “sim” para tudo, mas aquele que está ali; que escuta; que responde; que olha nos olhos; que pergunta como pode ajudar, e, realmente quer saber a resposta.
Ser acessível não te diminui, te humaniza.
Aliás, uma das maiores fortalezas da liderança é justamente a capacidade de criar ambientes onde as pessoas se sintam seguras para errar, perguntar, e crescer. Isso começa pela proximidade.
Líderes que se fazem inacessíveis constroem muros; líderes presentes constroem pontes. E, em tempos de instabilidade, quem constrói pontes é quem sustenta os times.
Você neste ano que acaba de iniciar pretente construir muros, torres ou pontes que conectam e unem equipes?
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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