Reajuste de 6,11% entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e impacta milhões de consumidores
O ano novo começou com uma notícia que pesa no bolso dos paulistas: as contas de água e esgoto da Sabesp ficaram mais caras em todo o estado, com a aplicação de um reajuste tarifário de 6,11% a partir desta quinta-feira, 1º. A alteração nas tarifas foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e vale para os 371 municípios atendidos pela companhia, incluindo a capital francesa da garoa.
Segundo dados oficiais, o aumento — calculado com base na reposição da inflação acumulada nos últimos 16 meses, referência contratual após a privatização da Sabesp — fez o valor cobrado por mil litros de água residencial subir de R$ 6,01 para R$ 6,40 para consumidores com uso mensal típico entre 11 m³ e 20 m³. Para o governo estadual, esse reajuste não representa um aumento real além da inflação; trata-se de atualização necessária para refletir a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período.
O que muda na tarifa
O reajuste anunciado no fim de dezembro pela Arsesp é o primeiro desde a privatização da Sabesp, que ocorreu em 2024. Embora a alta seja vista como técnica — apenas corrigindo a variação do IPCA — parte da população e alguns especialistas aponta que o impacto será sentido no orçamento familiar desde o início do ano, principalmente em lares com maior consumo de água.
O governo paulista também destaca que a nova tarifa ficou 15% abaixo do valor que seria aplicado caso a Sabesp ainda fosse estatal, segundo cálculos oficiais baseados no novo modelo regulatório. Isso significa que, apesar do reajuste, a conta ainda pode ser considerada mais “leve” do que em um cenário sem a desestatização. A Arsesp e a gestão estadual afirmam que o modelo tarifário seguirá regras contratuais e continuará a considerar mecanismos como a “tarifa de equilíbrio”, que visa refletir os investimentos realizados pela companhia.