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Juan Pedro Franco, o gigante que virou símbolo na luta contra a obesidade, morre aos 41 anos

31/12/2025 00:59 Por Redação NTD

Mexicano que chegou a pesar quase 600 kg enfrentou décadas de desafios de saúde antes de perder mais da metade de seu peso

Quando se fala em histórias que chocam e inspiram ao mesmo tempo, a trajetória de Juan Pedro Franco parecia saída de um livro: do reconhecimento mundial por um peso que ultrapassava o de um urso polar à busca incansável por recuperar sua saúde. Aos 41 anos, o homem que deteve o recorde de maior peso corporal já registrado — chegando a 595 quilos — morreu no dia 24 de dezembro, vítima de complicações de uma infecção renal em um hospital no estado de Aguascalientes, no México. 

Desde cedo, seu corpo passou por transformações drásticas, e a obesidade o deixou praticamente imóvel por anos, até que em 2017 foi oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o homem mais pesado do mundo.  Diante das inúmeras dificuldades impostas pelo sobrepeso extremo, Franco iniciou um tratamento médico intensivo que combinou dieta mediterrânea e duas cirurgias bariátricas, com o apoio do cirurgião José Antonio Castañeda, reduzindo seu peso para cerca de 208 quilos — uma conquista que surpreendeu profissionais da saúde. 

Dança de números e esperança

Apesar da perda de peso significativa e de avanços que chegaram a melhorar sua mobilidade e qualidade de vida, as sequelas deixadas pela obesidade prolongada e as complicações de saúde persistentes trouxeram desafios contínuos.  A infecção renal que o levou à morte foi apenas o último capítulo de uma batalha que começou já na infância e refletiu não apenas sua luta pessoal, mas também um problema mais amplo de saúde pública no México — onde a obesidade atinge proporções epidêmicas, inclusive entre crianças. 

Franco também ficou marcado por ter sobrevivido a outras adversidades médicas, como a infecção por Covid-19 em 2020, mesmo sendo considerado paciente de alto risco devido ao seu histórico de saúde.  Sua história expôs as complexidades da obesidade mórbida, desafiando percepções simplistas sobre alimentação e estilo de vida e destacando a necessidade de políticas públicas mais eficazes no combate a distúrbios de peso extremos.