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Economia

Crise nas estatais: governo admite risco fiscal elevado

26/12/2025 11:03 Por Redação NTD

Relatório do Tesouro aponta empresas em vermelho e preocupação com possíveis falências e necessidade de socorro financeiro

No coração das contas públicas brasileiras, um alerta acende a luz vermelha: o governo federal reconheceu que oito empresas estatais estão em situação crítica, com risco real de enfrentar dificuldades de caixa nos próximos meses. A constatação consta no mais recente Relatório de Riscos Fiscais da União, que monitora 27 estatais controladas pela União, mas que operam com autonomia financeira em relação ao Tesouro Nacional, e que agora projetam um déficit crescente, de cerca de R$ 6,2 bilhões para R$ 6,7 bilhões no próximo ano.  

Desde correspondentes aos Correios até órgãos de infraestrutura portuária, o documento destaca que empresas como a Casa da Moeda e várias companhias docas regionais enfrentam desafios que ultrapassam o simples desequilíbrio de receitas e despesas, podendo exigir apoio financeiro urgente para manter operações básicas. Entre essas estatais em alerta está ainda a ENBPar, criada para gerir Itaipu Binacional e a Eletronuclear, esta última responsável pelas usinas nucleares de Angra dos Reis. 

Alerta vermelho nas finanças

O relatório não descarta que algumas dessas empresas cheguem a ficar sem caixa, o que implicaria interrupções de serviços ou a busca por socorro do Tesouro Nacional, destacando que investimentos substanciais (estimados em cerca de R$ 30 bilhões) seriam necessários apenas para reequilibrar a situação dessas estatais problemáticas. Uma das preocupações centrais é com a Eletronuclear, cuja continuidade depende de elevados aportes para manutenção e conclusão de Angra 3, obra com cronograma incerto e custos estimados altos. 

Esse quadro reflete desafios mais amplos da governança de empresas estatais no Brasil, que historicamente alternam entre déficits e expectativas de retorno social ou estratégico. A situação crítica de algumas dessas empresas reacende o debate sobre possíveis soluções, desde reformas administrativas e melhores controles de gestão até propostas de reestruturação ou mesmo privatizações parciais ou totais, estratégias que já foram adotadas em momentos anteriores da história econômica brasileira para tentar conter rombos e melhorar eficiência.