Nova linha de financiamento do CMN visa modernizar o transporte rodoviário e impulsionar eficiência logística no país
Num movimento pensado para dar novo fôlego ao setor de transportes e à economia, o Conselho Monetário Nacional aprovou, em sessão extraordinária nesta sexta-feira, 19, a regulamentação de uma linha de crédito de até R$ 6 bilhões para compra de caminhões novos e seminovos. A iniciativa, fruto da Medida Provisória nº 1.328 publicada no Diário Oficial da União, tem como objetivo enfrentar a elevada idade média da frota nacional e estimular a circulação de veículos mais eficientes e menos poluentes nas estradas brasileiras.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida não terá impacto primário no Tesouro, já que os financiamentos serão reembolsáveis, sem garantia da União, com risco de crédito assumido pelas instituições financeiras credenciadas. Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na modalidade indireta, o programa permitirá que transportadores — de autônomos a grandes frotistas — tenham acesso ao crédito para renovação de suas operações.
Pontos-chave da linha de crédito
Os recursos combinam os R$ 6 bilhões autorizados pela MP com aportes próprios do BNDES, e a resolução passa a valer desde sua publicação, aplicando-se aos pedidos protocolados até 30 de junho de 2026. Os financiamentos poderão ter prazo de até 60 meses com até seis meses de carência, e cada mutuário poderá solicitar até R$ 50 milhões, sem capitalização de juros no período de carência.
O governo espera que a linha de crédito não só reduza custos operacionais e melhore a segurança viária, como também mitigue o impacto ambiental das emissões de poluentes associadas ao transporte rodoviário. A ação também chega em um momento em que a produção e as vendas de caminhões registram desaceleração, oferecendo uma resposta concreta às dificuldades enfrentadas pelo setor.