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Bem-estar & Saúde

Longevidade em foco: viver mais, viver junto

22/12/2025 11:37 Por Redação NTD

Afeto, resiliência e espiritualidade reposicionam o envelhecimento como experiência ativa e intergeracional

O envelhecimento deixou de ser uma linha de chegada para se tornar um território em permanente construção. Em um país que vive a ampliação acelerada da expectativa de vida, a longevidade passa a exigir novas formas de convivência, políticas públicas consistentes e, sobretudo, uma mudança de olhar: viver mais precisa significar viver com sentido, participação social e vínculos entre gerações. 

Esse debate ultrapassa números e estatísticas e encontra eco em trajetórias profissionais que transformam conhecimento em prática cotidiana. A psicóloga e educadora Dina Frutuoso integra esse grupo ao defender o envelhecimento ativo como um processo sustentado por amor, resiliência e espiritualidade. Sua experiência clínica, acadêmica e educacional ajuda a mostrar que a longevidade pode ser produtiva, criativa e socialmente relevante, especialmente quando há espaços de escuta e troca entre jovens e idosos.

Envelhecer como prática social

Professora doutora da UFRJ, Dina Frutuoso foi responsável pela primeira tese brasileira sobre Universidades Abertas da Terceira Idade, em 1996, e atua há mais de cinco décadas como psicóloga clínica. Sua trajetória inclui coordenação de projetos voluntários, participação em conselhos ligados à pessoa idosa e reconhecimento público por sua contribuição à educação e à cidadania. Para especialistas como Alexandre Kalache, presidente do Centro da Longevidade Brasil (ILC-BR), exemplos assim ajudam a materializar o conceito de envelhecimento ativo como política e cultura.

A longevidade, nesse contexto, deixa de ser apenas um desafio individual e se afirma como responsabilidade coletiva. Educação continuada, voluntariado, produção cultural e espaços intergeracionais aparecem como caminhos para garantir protagonismo às pessoas mais velhas. Obras como “Memórias Afetivas”, de Dina Frutuoso, funcionam menos como ponto de chegada e mais como instrumentos de reflexão, oferecendo referências práticas para transformar o aumento da longevidade em uma experiência de qualidade, pertencimento e sentido ao longo de toda a vida.