Paralisação entra no terceiro dia com adesões no Sul, Nordeste e reforço em plataformas e refinarias; movimento segue por tempo indeterminado
O silêncio das máquinas e o ritmo reduzido das operações marcaram o início do terceiro dia da greve nacional dos petroleiros, que ganhou novos contornos nesta quarta-feira, 17. A mobilização avançou para outras regiões do país, ampliando a pressão sobre a Petrobras e evidenciando a capilaridade do movimento, que se espalha de refinarias a termelétricas, passando por plataformas e unidades estratégicas do setor de energia.
Nesta quarta, a categoria passou a contar com a adesão da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. No Ceará, também entraram no movimento os trabalhadores da Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), da Termoceará e do terminal de Macuripe, fortalecendo a paralisação no Nordeste e ampliando o impacto nas operações logísticas e industriais.
Expansão nas bases operacionais
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), no Rio Grande do Norte os trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu aderiram à greve na terça-feira, assim como os médicos do setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) da companhia. Na Bahia, houve reforço com a entrada dos trabalhadores da Usina de Biodiesel de Candeias, além da ampliação da paralisação em diversas unidades da Bacia de Campos, no norte fluminense, onde 22 plataformas já foram entregues às equipes de contingência.
Com as novas adesões, a paralisação nas bases ligadas à FUP atinge atualmente oito refinarias, 24 plataformas, dez unidades da Transpetro, quatro termelétricas e duas usinas de biodiesel. O movimento também alcança campos terrestres da Bahia, a Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) e a Estação de Compressão de Paulínia (TBG). A greve segue por tempo indeterminado em todo o Brasil, até que a direção da Petrobras apresente uma nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que contemple os três eixos de reivindicação da categoria: a distribuição justa da riqueza gerada, o fim dos equacionamentos da Petros e o reconhecimento da pauta pelo Brasil soberano, com a suspensão das privatizações e das demissões na área de Exploração e Produção.