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Apagão se arrasta e quinta-feira é de caos na Grande SP após vendaval histórico

11/12/2025 23:59 Por Redação NTD

Mais de 1,3 milhão seguem sem luz; trânsito, água, transporte e aeroportos foram duramente afetados ao longo do dia

A quinta-feira, 11, começou com sinais claros de que a Grande São Paulo ainda sentia os estragos dos ventos de quase 100 km/h que atingiram a região na véspera. Antes mesmo do amanhecer, às 6h, 1,5 milhão de clientes da Enel seguiam sem energia em 24 municípios, e a situação pouco avançou ao longo do dia: às 19h29, ainda eram mais de 1,3 milhão de imóveis às escuras, o equivalente a 15% da área atendida. Segundo a Enel, apenas nesta quinta cerca de 300 mil novos casos chegaram à central de atendimento devido à continuidade dos ventos fortes.

A concessionária atribuiu o apagão prolongado a um “ciclone extratropical e vendaval histórico”, que derrubou árvores e lançou galhos sobre a rede elétrica. Os problemas de abastecimento atingiram todas as 24 cidades sob sua concessão, incluindo São Paulo, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Barueri, Taboão da Serra e Cotia. A falta de energia desencadeou um efeito cascata de transtornos ao longo da quinta-feira, interferindo em serviços essenciais e na rotina de milhões de moradores.

Trânsito paralisado e serviços em colapso

A mobilidade urbana foi um dos setores mais prejudicados. Logo pela manhã, 218 semáforos estavam apagados, contribuindo para um trânsito que bateu 570 km de lentidão entre 7h00 e 10h00. O cenário piorou ao longo do dia: às 18h, eram 263 semáforos desligados e a marca de lentidão saltou para 811 km — um dos piores registros do ano. A CET mobilizou 320 viaturas e 793 agentes para lidar com a situação. Linhas de ônibus também sofreram atrasos, e os aeroportos de Congonhas e Guarulhos contabilizaram mais de 300 voos cancelados desde quarta, com atrasos persistentes ao longo da quinta.

O abastecimento de água foi outro ponto crítico: a Sabesp informou falhas no bombeamento em bairros como Americanópolis, Cangaíba, Parelheiros, Parque do Carmo, Vila Clara, Vila Formosa e Vila Romana. Ao longo da quinta, a prefeitura registrou 336 quedas de árvores, das quais 267 foram atendidas; outras 55 dependiam de suporte da Enel. Moradores também relataram dificuldades com o aplicativo da distribuidora — alguns conseguiam visualizar previsões de restabelecimento, mas não conseguiam salvar as informações, e outros sequer acessavam o sistema. A Enel reiterou que trabalha para normalizar o fornecimento “o quanto antes”, enquanto a quinta-feira se encerrava ainda sob forte impacto do apagão.