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Economia

GOLPE NOVO usa dados reais para criar cobranças falsas em nome da Receita Federal

08/12/2025 04:07 Por Redação NTD

Criminosos espalham páginas que imitam o Gov.br e incluem CPF, nome e endereço verdadeiros para enganar contribuintes em todo o país

Num cenário em que até a confiança virou moeda de risco, golpistas têm dado um passo além: agora usam nome, CPF e até endereços reais de contribuintes para montar páginas falsas que simulam cobranças da Receita Federal. A prática, cada vez mais disseminada, acendeu o alerta oficial do órgão após relatos recorrentes de pessoas assustadas ao receber cobranças que pareciam — à primeira vista — legítimas.

As fraudes chegam por WhatsApp, SMS ou e-mail, sempre acompanhadas de um link que leva a sites que imitam o Portal Gov.br com impressionante semelhança: brasões, cores, tipografia e formatação. Para reforçar a armadilha, os golpistas inserem dados pessoais verdadeiros nas “notificações”, criando um ambiente de falsa autenticidade. A Receita Federal enfatiza que não envia cobranças por aplicativos de mensagem, e-mail ou links externos; qualquer pendência aparece exclusivamente no e-CAC, acessado pelo site oficial. 

Como identificar o golpe 

As páginas falsas utilizam endereços que não pertencem ao domínio gov.br, o principal sinal de alerta. Além disso, mensagens fraudulentas costumam trazer forte carga de urgência — prazos de minutos para pagamento, ameaças de bloqueio de CPF ou contas bancárias e até supostos “descontos” para quem quitar imediatamente. Segundo o Fisco, esse comportamento é típico de golpes digitais que tentam impedir que o usuário confira informações reais. Outro ponto preocupante é que os criminosos usam dados verdadeiros obtidos em vazamentos, tornando a fraude ainda mais convincente.

Diante desse avanço, a Receita Federal orienta que contribuintes jamais cliquem em links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais; verifiquem pendências diretamente no e-CAC e desconfiem de mensagens com expressões como “último aviso”, “pague agora” ou “urgente”. Em caso de dúvida, o cidadão deve acessar manualmente os canais oficiais do órgão — e nunca por links enviados por terceiros.