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Receita Federal barra carga irregular de remédios para emagrecer avaliada em mais de R$ 1 milhão no Aeroporto de Brasília

06/12/2025 10:20 Por Redação NTD

Medicamentos vinham de São Paulo e seriam enviados para Teresina e Belém; produtos estavam sem documentação e fora da refrigeração exigida 

Os armazéns de carga do Aeroporto Internacional de Brasília se transformaram em palco de uma descoberta preocupante nesta quinta, 4, e sexta-feira, 5, quando agentes da Receita Federal encontraram caixas que guardavam mais do que simples encomendas: tratava-se de um carregamento milionário de medicamentos para emagrecimento que circulavam à margem da lei. O que parecia uma remessa comum escondia riscos sérios à saúde e a atuação de um mercado ilegal cada vez mais sofisticado.

No total, 525 frascos e 160 canetas de medicamentos foram apreendidos. Segundo a Receita Federal, as cargas não tinham qualquer documentação que comprovasse importação regular, origem lícita ou autorização sanitária. Pior: estavam armazenadas sem a refrigeração obrigatória prevista nas bulas, condição essencial para manter a estabilidade química e a segurança dessas substâncias. Sem o controle de temperatura, muitos desses produtos podem perder eficácia ou até se tornar tóxicos.

Crime organizado

A carga vinha de São Paulo e tinha como destino final duas capitais do Norte e Nordeste: Teresina (PI) e Belém (PA). A suspeita é de que os medicamentos integravam uma rede organizada de distribuição clandestina, abastecendo mercados onde a procura por substâncias para emagrecimento cresce de forma acelerada. Avaliado em mais de R$ 1 milhão, o carregamento chama atenção pelo alto valor agregado e pelo potencial de lucro para quem opera fora das normas sanitárias.

A Receita Federal afirma que as apreensões integram ações contínuas para impedir que produtos irregulares e potencialmente perigosos alcancem o consumidor final. O material será periciado e encaminhado para descarte adequado, enquanto os responsáveis podem responder por crimes tributários, contrabando e infrações sanitárias. O órgão reforçou que novas operações serão intensificadas nos próximos meses para desarticular rotas de circulação desse tipo de medicamento no país.