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Rosita, a estrela que virou alvo de Trump: modelo venezuelana é sancionada pelos EUA sob acusação de financiar cartel

05/12/2025 17:46 Por Redação NTD

Celebridade da TV e das redes sociais é acusada pelo governo Trump de lavar dinheiro e colaborar com líderes do Tren de Aragua

O brilho que acompanha Jimena Romina Araya Navarro, a influenciadora, atriz, DJ e modelo conhecida como Rosita, acaba de ser ofuscado pelo peso de uma denúncia internacional. Em meio à crescente pressão militar do governo de Donald Trump sobre a Venezuela, a estrela passou do tapete vermelho ao radar de segurança dos Estados Unidos. Na quarta-feira, 3, o Departamento do Tesouro a sancionou por supostamente financiar “grupos terroristas estrangeiros”, bloqueando seus bens e colocando sua vida pública sob um novo e sombrio holofote.

As acusações do OFAC vão além das aparições glamourosas da celebridade. Autoridades afirmam que Rosita teria ajudado Hector Rusthenford Guerrero Flores, o temido “Niño Guerrero”, chefe do cartel Tren de Aragua — a fugir da prisão de Tocorón em 2012, enquanto os dois mantinham um romance. Investigações também apontam que uma boate em Bogotá, ligada a seu ex-guarda-costas e empresário, Eryk Manuel Landaeta Hernández, servia como base para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro do cartel. Eryk foi preso na Colômbia em outubro de 2024, em operações contra a facção.

Trajetória de uma estrela

Rosita, que acumula milhões de seguidores, consolidou sua fama com papéis em telenovelas e programas de comédia na Venevisión, onde interpretou a personagem que lhe deu o apelido. Nascida em 1983 em Maracay, ela tinha acesso raro aos bastidores da Venezuela, chegando a se apresentar em prisões como Tocorón, então dominada pelo Tren de Aragua. Sua vida pessoal, porém, sempre foi rodeada de tragédias: relacionamentos marcados por mortes violentas, envolvendo desde um ator de filmes adultos até Carlos Rafael Galíndez, o Carlos Breaker, achado esquartejado em Caracas em 2016.

Agora, autoridades americanas afirmam que a rede de glamour e negócios da influenciadora mascarava uma sofisticada operação criminosa. Segundo o Departamento do Tesouro, o esquema ajudava a canalizar lucros diretamente para Niño Guerrero e Giovani Vicente Mosquera Serrano, operadores centrais do cartel e já sancionados pelos EUA. Para a celebridade que dominou telas, pistas de dança e redes sociais, a imagem pública se vê, pela primeira vez, ameaçada por acusações que atravessam fronteiras, e que podem redefinir sua história.