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PCC tem R$ 6 bilhões bloqueados em megaoperação contra lavagem de dinheiro em SP

04/12/2025 23:57 Por Redação NTD

Ação apreende carros de luxo, imóveis e embarcações; principais suspeitos seguem foragidos

A quinta-feira amanheceu com sirenes cortando o silêncio na capital paulista, quando uma ofensiva da Polícia Civil mirou o coração financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em poucas horas, uma rede milionária começou a desmoronar: R$ 6 bilhões foram bloqueados em contas bancárias, carros de luxo foram recolhidos, e dezenas de imóveis e embarcações tiveram o sequestro determinado pela Justiça.

Ao todo, a operação Falso Mercúrio mobilizou cerca de cem agentes do Deic e cumpriu 48 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo. A Justiça autorizou o bloqueio de bens de 20 pessoas físicas e 37 jurídicas, além do sequestro de 49 imóveis, três embarcações avaliadas em quase R$ 20 milhões e 257 veículos ligados aos investigados. Embora seis mandados de prisão tenham sido expedidos, nenhum alvo foi encontrado: todos estão foragidos.

Rede em três núcleos

Segundo as investigações, o esquema lavava dinheiro obtido por meio de crimes e o distribuía entre 49 empresas de diferentes setores, de padarias a fintechs, para dar aparência de legalidade às operações. A engrenagem criminosa funcionava em três frentes: coletores, responsáveis por arrecadar os valores ilícitos; intermediários, encarregados de movimentá-los e ocultá-los; e beneficiários finais, que recebiam os recursos já “legitimados”.

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que duas dessas empresas transferiram valores para Matheus Augusto de Castro Mota e Kauê do Amaral Coelho. Kauê, apontado como “olheiro do PCC”, é suspeito de avisar atiradores sobre a chegada do empresário Antônio Vinicius Gritzbach, executado em um hangar de aeroporto em São Paulo. Depois do crime, Matheus teria ajudado Kauê a fugir, segundo a polícia.