De carreiras tradicionais a empreendimentos criativos, brasileiras reinventam a própria trajetória e transformam habilidades em renda
A busca por novas ocupações por parte de mulheres empreendedoras é um fenômeno cada vez mais visível nas cidades brasileiras. Muitas, como Roseli Marins, deixam profissões tradicionais ou acumulam experiências diversas para criar negócios alinhados a talentos pessoais. Artesanato, consultoria, educação e serviços criativos estão entre as escolhas mais recorrentes. A mudança não se dá apenas por insatisfação com a carreira anterior, mas também pela necessidade de maior autonomia financeira, flexibilidade de horário e qualidade de vida.
Para que a transição seja bem-sucedida, é essencial planejamento. Capacitação contínua, definição clara do público-alvo, formação de preço adequada e presença digital consistente são passos decisivos. Plataformas de venda online, redes sociais e cursos de empreendedorismo facilitam a profissionalização; parcerias locais e mentorias também aceleram o aprendizado e reduzem riscos financeiros.
Paixão e empreendimento criativo
Advogada e professora do Senac, a niteroiense de 66 anos é fundadora e CEO da Plena de Crochê; alegria, reinvenção e busca contínua por conhecimento marcam sua trajetória. Roseli Nascimento Marins, 66 anos, natural de Niterói, transitou ao longo da vida por diferentes carreiras, sempre em busca de novos desafios e aprendizados. Antes de dedicar-se por completo ao universo das artes manuais, Roseli atuou como advogada e lecionou no Senac. Hoje é fundadora e CEO da Plena de Crochê, empresa que traduz sua paixão pela criatividade, pela moda e pelo artesanato. Conhecida por uma postura de constante expansão, ela valoriza a formação contínua e a experimentação como caminhos para a inovação.
Histórias de sucesso demonstram que reinventar-se não significa recomeçar do zero, mas aproveitar competências acumuladas e somá-las a novos conhecimentos. Políticas de apoio, redes de mulheres empreendedoras e investimentos em formação contribuem para que mais mulheres transformem talentos em fontes de sustento e bem-estar. O caso de Roseli ilustra como criatividade, persistência e estudo contínuo podem resultar em maior independência econômica e realização pessoal.