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Quando entrar dezembro, e a boa nova…

29/11/2025 10:21 Por Redação NTD

Ansiedade no fim de ano cresce com pressão social e autocobrança; especialista explica por que dezembro intensifica gatilhos emocionais — e orienta como reduzir a sobrecarga

O calendário vira, as luzes se acendem e, enquanto muitos celebram, outros assistem a um filme interno de pensamentos acelerados, expectativas infladas, e pequenas tempestades emocionais. Para muita gente, dezembro chega menos como festa e mais como um lembrete ruidoso de compromissos, balanços de vida e reencontros que, de tão intensos, parecem ocupar todo o espaço mental.

Segundo a psicóloga Alice Araujo, especialista em ansiedade, o mês amplifica estímulos externos e internos, funcionando como um gatilho emocional coletivo. “É quando surgem mais expectativas, mais demandas sociais e mais pressão para ‘dar conta de tudo’. Isso intensifica o estado de alerta e favorece a ansiedade”, afirma. Entre os fatores que mais pesam estão o excesso de compromissos, revisões rígidas das metas do ano, e a pressão — muitas vezes alimentada pelas redes sociais — de viver um “fim de ano perfeito”, o que aumenta comparações injustas e reduz a autocompaixão.

Quando a festa vira tensão

Nas confraternizações, a ansiedade social costuma ganhar força. Reencontros e celebrações podem intensificar a antecipação ansiosa e criar cenários catastróficos que só existem na imaginação. “A pessoa imagina julgamentos, prevê críticas e cria cenários catastróficos. Esses pensamentos automáticos alimentam o medo”, explica Alice. Comentários sobre vida pessoal, carreira ou aparência também funcionam como gatilhos, ativando um estado de alerta que torna o período ainda mais desgastante.

Para lidar com esse turbilhão emocional, a psicóloga recomenda estratégias práticas: selecionar compromissos para evitar sobrecarga, estabelecer limites claros e educados, questionar comparações injustas, e planejar pausas reais ao longo do mês. Quando a ansiedade interfere no sono, no apetite ou nas relações, buscar acompanhamento profissional é fundamental. “Você não precisa enfrentar isso sozinho”, reforça. Para ela, dezembro não deve ser um teste de resistência: “É só um mês, não um julgamento sobre quem você é. Pratique gentileza consigo mesmo, ajuste expectativas, e escolha o que realmente importa”, ensina.