Buenos Aires lidera ranking e desbanca cidades brasileiras; estudo da Economist Intelligence Unit coloca a capital argentina no topo do continente
Num continente onde o improviso frequentemente dita o ritmo das metrópoles, Buenos Aires parece ter encontrado um compasso próprio. À sombra das crises econômicas que vão e vêm, a cidade argentina mostrou que ainda consegue manter serviços essenciais funcionando — uma façanha que acaba de lhe render o título de melhor cidade para se viver na América Latina, segundo um levantamento da Economist Intelligence Unit (EIU).
A pesquisa, que avaliou 173 cidades em critérios como saúde, infraestrutura, educação e qualidade de vida, deu 82,8 pontos à capital argentina. São Paulo e Rio de Janeiro ficaram apenas na sétima e oitava posições regionais, enquanto Montevidéu e Santiago completaram o pódio. No total, São José, Lima, San Juan, Assunção e Quito formam as dez primeiras colocadas do continente.
Entre extremos
Apesar da liderança latino-americana, Buenos Aires ainda aparece distante das campeãs globais. Viena, na Áustria, manteve o reinado absoluto ao atingir 98,4 pontos, seguida por Copenhague, Zurique, Melbourne e Calgary, todas acima dos 96 pontos.
No extremo oposto, Damasco foi considerada a pior cidade para se viver no mundo. Trípoli, Argel, Lagos, Carachi, Dhaka, Harare, Porto Moresby, Kiev e Caracas completam a lista das últimas colocadas, evidenciando as desigualdades e desafios globais no acesso à qualidade de vida.