Estado confirma quatro casos e investigações avançam em meio a alerta sanitário
Foi como um enigma que se revelou tarde demais. Uma mulher de 30 anos, moradora de Várzea Grande, não resistiu aos efeitos devastadores da contaminação por metanol, segundo confirmou a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) nesta quinta-feira, 13. Ela havia participado de uma festa no domingo, 2, e consumido bebidas alcoólicas nos dias seguintes. Na quarta-feira, 5, passou a sentir náuseas e vômitos, sintomas que evoluíram rapidamente e culminaram em sua morte ao dar entrada no pronto-socorro já sem sinais vitais.
Após o primeiro atendimento, a paciente chegou a apresentar melhora e recebeu alta, mas dois dias depois voltou a sentir mal-estar intenso. A família acionou o Samu, que realizou o resgate, mas não houve tempo para reverter o quadro. A SES-MT informou que este é o primeiro óbito confirmado no estado relacionado à intoxicação por metanol, substância altamente tóxica quando presente em bebidas adulteradas.
Casos em série
Além da vítima, Mato Grosso já contabiliza quatro casos confirmados de intoxicação até esta quinta-feira, 3. Outros dois estão em investigação — um em Água Boa e outro em Várzea Grande — e quatro foram descartados. Entre os casos confirmados estão dois pacientes de Itanhangá: um jovem de 26 anos, que já recebeu alta após apresentar vômito, náuseas, dor torácica, tontura e dificuldade respiratória; e sua sogra, de 42 anos, que permanece internada em estado grave após perda progressiva da visão e dificuldade para caminhar.
A primeira confirmação de intoxicação no estado ocorreu em 22 de outubro, envolvendo um homem de 24 anos, também de Várzea Grande, que sofreu lesão ocular irreversível — uma das complicações mais severas da exposição ao metanol. As autoridades de saúde reforçam o alerta sobre o consumo de bebidas de procedência duvidosa e intensificam o monitoramento em todo o estado para evitar novas ocorrências.