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Bem-estar & Saúde

Fiocruz transforma antiga fábrica da bioMérieux no Rio em polo de insumos para o SUS

13/11/2025 11:47 Por Redação NTD

Cessão do imóvel em Jacarepaguá foi formalizada esta semana e visa ampliar autonomia brasileira em biotecnologia e diagnósticos de precisão

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou a cessão de uma antiga fábrica da bioMérieux, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, que será transformada em um novo polo de produção de insumos e kits diagnósticos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria, que une tradição e inovação, é apontada pela instituição como mais um passo na busca por maior soberania nacional em tecnologia para a saúde.

A unidade, que pertencia à empresa francesa líder mundial em diagnósticos, será cedida à Fiocruz por um período inicial de dez anos. A medida decorre da decisão da bioMérieux de encerrar suas atividades industriais no Brasil, mantendo, contudo, compromisso histórico com a saúde pública brasileira — uma colaboração que remonta à década de 1970. Em junho, as duas instituições firmaram ainda um memorando de entendimento para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

Entrada em operação e atribuições da nova planta

A nova fábrica deve iniciar operações em março de 2026, com foco inicial na produção de testes rápidos. A unidade ficará vinculada ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio‑Manguinhos/Fiocruz), responsável pela produção de vacinas, biofármacos e kits diagnósticos prioritários para o SUS. A estrutura permitirá a fabricação integrada dos produtos, desde o preparo das matérias‑primas até o processamento final, além de abrigar setores de controle de qualidade, testes de estabilidade e a produção de painéis para avaliação externa.

Com a incorporação da planta, a Fiocruz espera reduzir prazos de fabricação, aumentar a eficiência produtiva e reforçar a soberania científica do país. “Esse é um passo estratégico para ampliar a capacidade nacional de produção e inovação em diagnósticos, gerando benefícios à população com ferramentas precisas, tempestivas e sustentáveis, acompanhando o avanço tecnológico em favor do enfrentamento de emergências sanitárias”, afirmou o presidente da fundação, Mário Moreira.