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Pronto-socorro de Taguatinga opera há um ano acima da capacidade máxima

10/11/2025 • 11:50 • Por Redação NTD

Com mais de 250% de ocupação em meses críticos, o Hospital Regional de Taguatinga enfrenta rotina de superlotação e sobrecarga nas equipes médicas

Na emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), não há silêncio, descanso ou espaço. Há meses, macas se acumulam em corredores, pacientes aguardam leito por horas — às vezes, dias — e profissionais da saúde enfrentam uma rotina de exaustão. A unidade, que deveria atender dentro de um limite de 68 leitos, opera há pelo menos um ano bem acima da capacidade máxima, com índices de ocupação que chegam a quase o triplo do previsto.

Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o pronto-socorro do HRT jamais ficou abaixo de 100% da capacidade. No mês “mais tranquilo”, dezembro de 2024, a ocupação chegou a 162%. Já em agosto e setembro de 2025, a situação atingiu níveis alarmantes: 258% e 255%, respectivamente. Isso significa que, em setembro, 173 pacientes estavam internados onde caberiam apenas 68. Em agosto, eram 175.

80 mil atendimentos em nove meses

O ritmo intenso não se limita às internações. De janeiro a setembro deste ano, quase 80 mil pessoas passaram pela emergência do HRT — uma média de 346 atendimentos diários. O quadro de profissionais é formado por 93 médicos, 37 enfermeiros e 123 técnicos de enfermagem, mas esses números englobam também as equipes das cirurgias eletivas, o que reduz ainda mais a disponibilidade no pronto-socorro.

Mesmo diante da superlotação, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal passou, desde agosto, a transferir para Taguatinga cirurgias que antes seriam realizadas no Hospital Regional de Samambaia. A decisão, segundo servidores, piorou um cenário já crítico, empurrando o HRT para o limite — e deixando pacientes e profissionais em um ciclo constante de espera e sobrecarga.