Muitos líderes travam na hora de tomar decisões difíceis porque querem ser queridos por todos. Mas liderança não é concurso de simpatia. É exercício diário de responsabilidade e justiça.
Ser justo não significa ser duro o tempo todo. Mas também não é ser permissivo. É encontrar o ponto de equilíbrio entre empatia e firmeza. Não é fácil, já te adianto.
Equipes precisam confiar no seu líder. E confiança se constrói mais pela coerência das ações do que pela simpatia no discurso.
Ser justo é dar feedbacks consistentes, tomar decisões com critérios claros, não favorecer ninguém, e corrigir o rumo quando necessário. Aprender a técnica da CNV (Comunicação Não Violenta) ajuda e muito.
Líderes que buscam ser amados a qualquer custo se tornam reféns da aprovação alheia — e acabam sendo injustos com os que realmente entregam e se dedicam.
Já os líderes que agem com justiça e retidão, mesmo que não agradem a todos o tempo todo, conquistam algo mais poderoso: respeito.
E, no fim, é isso que sustenta a liderança no longo prazo: o respeito. Porque ele não depende de aplausos; depende de integridade e entrega de resultados sustentáveis e não só de curtíssimo prazo.
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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