Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Indea apreenderam produtos vencidos e sem procedência em quatro depósitos da capital mato-grossense
Entre queijos, salames e presuntos, uma operação conjunta revelou o lado obscuro por trás de vitrines aparentemente comuns. O que parecia apenas um comércio de alimentos em Cuiabá escondia um esquema de manipulação e revenda de produtos clandestinos, sem qualquer controle sanitário. Na manhã desta quinta-feira, 6, quatro depósitos foram alvos da ação, resultando em uma prisão e diversas autuações por irregularidades.
As investigações começaram após uma denúncia anônima à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), alertando para a venda de produtos alimentícios sem origem comprovada. Durante as vistorias, três dos quatro depósitos apresentavam irregularidades e foram multados. No quarto, localizado no bairro Jardim Presidente, os agentes encontraram alimentos vencidos e armazenados de forma inadequada — o responsável pelo local foi detido em flagrante.
Sem procedência
A apuração revelou que parte dos estabelecimentos comprava produtos sem procedência, cortava e reembalava os alimentos para revenda, ignorando as normas de higiene e segurança. Segundo as autoridades, o objetivo da operação é proteger a saúde pública e responsabilizar quem comercializa alimentos fora dos padrões exigidos pela Vigilância Sanitária. A ação envolveu a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea).
Para evitar riscos, os consumidores são orientados a verificar sempre a procedência dos produtos de origem animal. É essencial conferir se o item possui Selo de Inspeção Sanitária (SIF) — federal, estadual ou municipal —, além do nome do fabricante, CNPJ, endereço de origem, número do lote, data de validade e informações nutricionais conforme as normas da Anvisa. Essas simples verificações podem fazer toda a diferença entre uma refeição segura e um grave risco à saúde.