Veterano norte-americano segue competindo após sete décadas de dedicação ao esporte e inspira gerações com sua rotina de treinos
Entre halteres, refletores e aplausos, Jim Arrington carrega mais do que músculos; carrega história. Nascido em 1932, o norte-americano atravessou eras, modas e paradigmas para se tornar, aos 93 anos, uma verdadeira lenda viva do fisiculturismo. Recentemente, brilhou no Campeonato Mundial de Fisiculturismo Master, da Federação Internacional de Fisiculturismo & Fitness (IFBB), sendo consagrado como o competidor mais experiente do torneio — e um símbolo da longevidade ativa.
Reconhecido pelo Guinness World Records desde 2015 como o fisiculturista mais velho em atividade, Arrington desafia as estatísticas e redefine o que significa envelhecer com saúde. A trajetória do atleta começou em meio a dificuldades: nascido prematuro e com crises de asma, ele encontrou no levantamento de peso uma forma de reconstruir o próprio corpo e mente. Com treinos adaptados à idade, três vezes por semana e com duração média de duas horas, Arrington mantém o foco na integridade física e no prazer de se superar.
O limite é a atitude
A longevidade esportiva de Arrington impressiona tanto quanto sua disciplina. Aos 90 anos, ele ainda subia aos palcos de competições em Nevada, conquistando prêmios em diferentes categorias da IFBB. O veterano, que já posou para revistas como Men’s Health, afirma que o segredo não está em desafiar o corpo, mas em escutá-lo: a maturidade exige atenção redobrada a ossos, ligamentos e recuperação; um equilíbrio entre paixão e prudência que poucos atletas dominam.
Mais do que recordes, Jim Arrington deixa uma mensagem poderosa: envelhecer não precisa ser sinônimo de pausa. Sua história inspira atletas e não atletas a enxergarem o exercício como um caminho para a vitalidade e o autoconhecimento. Com cada aparição nos palcos, o fisiculturista de 93 anos reafirma que a idade pode ser apenas um número, e que o verdadeiro peso da vida está na vontade de continuar se movendo.