Há dois tipos de liderança: a que preserva o status quo e a que desafia o sistema. Ambas podem funcionar por um tempo. Mas só uma prepara o futuro.
Líderes que só buscam manter o que já existe podem até parecer eficientes, mas não constroem o novo. Em tempos de mudança acelerada, manter-se apenas como operador é o caminho mais rápido para a irrelevância.
Transformar exige visão, mas também exige desconforto. É olhar para o que “sempre funcionou” com a coragem de perguntar: “Será que ainda serve?”. É bancar decisões impopulares em nome de algo maior; é ousar experimentar mesmo sem garantias.
Transformação começa com pequenas atitudes: em permitir que a equipe teste, erre, corrija e aprenda; em ouvir idéias fora do padrão; admitir que o “meu jeito” pode não ser o único, nem tampouco o melhor. Aprendi muito isto no meu tempo no Caribe. Não tinha como eu saber mais de cada um dos 22 mercados, do que os que nasceram e foram criados lá: o Famoso “born & raised”.
Liderança transformadora não é arrogância disfarçada de inovação. É humildade ativa. É abertura real ao novo, mesmo quando o novo vem de quem está abaixo na hierarquia.
Você está mantendo estruturas ou abrindo caminhos? Sua liderança está fazendo o futuro chegar mais rápido, ou está apenas atrasando o inevitável?
Liderar para transformar não é fácil. Mas é isso que diferencia os líderes que ficam na história dos que passam pela função.
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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