Notícia Todo Dia NTD
Bem-estar & Saúde

Novembro Azul: Câncer de próstata pode ter cura de até 98%: especialistas reforçam importância do diagnóstico precoce

30/10/2025 00:08 Por Redação NTD

Campanha Novembro Azul 2025 destaca que o homem precisa cuidar da saúde integral e procurar o urologista ao menos uma vez por ano

A cada 47 minutos, o Brasil perde um homem para o câncer de próstata — mas essa estatística poderia ser quase zerada. De acordo com o supervisor de robótica do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Gilberto Laurino Almeida, quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata pode ter uma taxa de cura que chega a impressionantes 98%. O segredo, segundo o especialista, está em romper o tabu e procurar o médico antes que a doença avance.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que 71.730 novos casos da doença surjam neste ano no país, fazendo dela a mais comum entre os homens — atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma. Em 2023, foram registradas 17.093 mortes, uma média de 47 por dia. Almeida explica que a possibilidade de cura depende diretamente do estágio em que o câncer é identificado. “No início da doença, a chance de cura é alta. Se foi tratado com a doença em estágio mais avançado, a chance é menor”, afirmou o urologista.

Mutirão no Novembro Azul

Para reforçar essa mensagem, a SBU lançará a Campanha Novembro Azul 2025 com o mote de que “não é só a próstata, é a saúde do homem”. Dentro das ações, será realizado um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC), no próximo dia 12, durante o 40º Congresso Brasileiro de Urologia. A iniciativa pretende incentivar a ida ao urologista e realizar avaliações gratuitas. “O homem precisa se cuidar mais. A cura chega a até 98%, mas, para isso, é fundamental o diagnóstico precoce”, reforçou Almeida.

O médico também celebrou a incorporação da cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata no Sistema Único de Saúde (SUS), anunciada recentemente pelo Ministério da Saúde. No entanto, alertou que ainda há um longo caminho até que a tecnologia esteja acessível a todos. “A decisão foi correta, mas precipitada. Faltam robôs e equipes treinadas no SUS”, afirmou. Enquanto a rede pública se estrutura, Almeida reforça que a melhor arma contra o câncer de próstata continua sendo a prevenção: visitar o urologista anualmente e não adiar o cuidado com a própria saúde.