Com ouro 24 quilates, marchetaria 3D e um teto com 440 mil pontos luminosos, a série limitada Phantom Centenary reafirma a Rolls-Royce como o ápice da arte automotiva
Mais do que um automóvel, o Rolls-Royce Phantom Centenary é uma carta de amor ao tempo e à exclusividade. Cada exemplar, dos 25 produzidos, foi moldado como uma escultura sobre rodas, repleta de enigmas e simbolismos. Convites discretos foram enviados a poucos escolhidos, e as encomendas, feitas sob medida, levaram meses para ganhar forma — misturando tecnologia moderna, artesanato ancestral e o mistério que sempre cercou a marca britânica. O preço? Um segredo guardado com a diplomacia de quem não precisa justificar o luxo.
De quase seis metros de comprimento, o Phantom Centenary revisita os marcos da linhagem iniciada em 1925. Cada painel, cada costura, conta parte dessa história centenária. O interior combina tecidos desenvolvidos por ateliês de moda, com 160 mil pontos de costura, e couro fino reservado ao motorista — um aceno à tradição de que milionários jamais dirigiam seus próprios carros. Os bancos trazem ícones sutis: um coelho, referência ao codinome “Roger Rabbit” de 2003, e uma gaivota, homenagem ao protótipo de 1923.
Ouro, vidro e luzes no teto
Por fora, o Phantom Centenary exibe uma pintura em preto e branco que evoca a era dos filmes monocromáticos de Hollywood. As laterais brilham em “Super Champagne Crystal sobre Arctic White”, com partículas de vidro moído duplicadas no verniz. A lendária estatueta Spirit of Ecstasy surge em ouro 18 quilates, banhada em ouro 24 quilates — uma exclusividade carimbada pela Hallmarking & Assay Office de Londres.
No interior, o teto estrelado ganha vida com 440 mil pontos de luz, formando árvores e abelhas em voo sobre a Phantom Rose, flor cultivada nos jardins da Rolls-Royce em Goodwood. Em cada linha, cada símbolo e cada reluzir de ouro, o Phantom Centenary reafirma o que a Rolls-Royce sempre prometeu: o luxo não é sobre ostentar, mas sobre preservar o mistério do que nunca pode ser replicado.