Pesquisa da Universidade de Michigan revela que o aspartame pode causar danos cumulativos à saúde e afetar a longevidade
Beber um refrigerante pode parecer inofensivo, mas, segundo um novo estudo da Universidade de Michigan (EUA), cada lata pode literalmente custar alguns minutos da sua vida. A pesquisa, publicada em revistas científicas internacionais, revelou que o consumo de bebidas adoçadas com aspartame — um dos adoçantes artificiais mais comuns do mercado — está diretamente ligado à redução da expectativa de vida.
Os cientistas apontam que uma única porção de refrigerante adoçado com aspartame pode reduzir até 12 minutos de vida, enquanto alimentos ultraprocessados, como cachorros-quentes, podem cortar até 36 minutos. Descoberto em 1965 e cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar, o aspartame foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, como possivelmente cancerígeno para humanos. Além disso, estudos indicam que ele pode alterar a flora intestinal e estar associado a quadros de ansiedade e outros efeitos adversos.
Como o adoçante age no corpo
De acordo com os pesquisadores, o aspartame afeta o organismo de várias formas: ele pode aumentar a pressão arterial, sobrecarregar o fígado, causar resistência à insulina e elevar o risco de diabetes tipo 2. Esses impactos, quando acumulados, explicam a redução significativa da expectativa de vida observada entre consumidores frequentes de produtos com adoçantes artificiais.
O estudo, no entanto, também trouxe boas notícias: alimentos ricos em nutrientes podem compensar parte dos danos. O consumo de peixes com ômega-3 pode adicionar até 10 minutos de vida por porção, e substituir 10% das calorias de carnes processadas por frutas e verduras pode aumentar a longevidade em até 48 minutos. A recomendação dos cientistas é clara: trocar bebidas adoçadas por água, chás ou sucos naturais, reduzir o consumo de ultraprocessados, e manter hábitos saudáveis são medidas simples, mas poderosas, para quem quer viver mais... E melhor.