Quantas vezes você foi escutado de verdade nos últimos dias? Escutado mesmo, sem interrupção, julgamento ou distração?
Se a resposta for “raramente”, saiba que você não está só. A escuta virou uma habilidade rara. E, justamente por isso, poderosíssima.
No ambiente corporativo, a maioria das reuniões é feita de monólogos paralelos. Um fala, o outro já pensa na resposta antes mesmo do primeiro ter terminado de falar. Ninguém escuta. Só espera sua vez de falar.
Mas escutar é um ato de generosidade; de liderança; de presença; de inteligencia emocional. Quando um líder escuta com atenção plena, ele valida o outro. Ele cria espaço para novas ideias, antecipa problemas, entende sinais silenciosos. Escutar com intenção é uma forma de liderar.
Pense bem: quantas vezes uma pessoa muda o comportamento depois de se sentir ouvida? Quantos conflitos se dissolvem quando há escuta real?
Mais do que um soft skill, escutar é um hard power, é um POWER SKILL – palavras que eu já usava há cinco anos atrás, e, para minha grata surpresa alguém também as usava e tinha inclusive escrito um livro com este mesmo nome. Foi no Rio Innovation Week deste ano (2025) que encontrei esta executiva com carreira internacional também e, que fez uma apresentação espetacular: “LIDERANDO COM POWER SKILL”, Dafna Blaschkauer E isto, é a base para confiança, para engajamento, e para tão necessária inovação.
Se você quer liderar melhor, pare de falar tanto. Comece a ouvir com o corpo todo.
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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