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Bem-estar & Saúde

A sexualidade na terceira idade: direitos, desafios e cuidados necessários

22/10/2025 23:57 Por Redação NTD

Quebrar tabus e oferecer atendimento adequado: por que a vida sexual de pessoas idosas deve estar na agenda da saúde pública?

A sexualidade na terceira idade segue sendo um tema negligenciado por muito da sociedade, e por parte dos serviços de saúde, apesar do envelhecimento populacional e do aumento da longevidade. Pessoas idosas mantêm desejos, necessidades, e o direito a uma vida sexual saudável e prazerosa, seja em relações afetivas, em práticas individuais ou em novos arranjos íntimos. Reconhecer essa realidade é condição básica para combater estigmas que tratam o sexo como exclusividade da juventude e para garantir atenção integral à saúde.

As mudanças fisiológicas e emocionais ligadas ao envelhecimento, como alterações hormonais, doenças crônicas, efeitos colaterais de medicamentos, depressão ou perdas afetivas, que podem influenciar o desejo e o desempenho sexual. Além disso, há riscos específicos: uso reduzido de preservativos, falta de informação sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis em idades avançadas, e maior vulnerabilidade a situações de abuso ou violência sexual.

Atendimento integrado e informação

Para promover sexualidade saudável na terceira idade é fundamental integrar atenção clínica, educação e apoio psicossocial. Profissionais de saúde devem abordar sexualidade de forma proativa, escutar dúvidas sem julgamentos, e orientar sobre prevenção de ISTs, efeitos de medicamentos e opções terapêuticas quando necessário (como terapias hormonais ou tratamentos para disfunções sexuais). Terapia sexual, grupos de apoio e aconselhamento de casais podem ajudar a ressignificar expectativas e a facilitar a comunicação entre parceiros. Serviços devem ser inclusivos, acessíveis e preparados para acolher diversidade de gênero, orientação e condições de mobilidade.

Mudar a percepção pública exige políticas públicas, formação profissional e campanhas de informação que promovam o respeito à autonomia sexual das pessoas idosas. Famílias, cuidadores e instituições precisam ser orientados para proteger a segurança e à vez respeitar a intimidade e o consentimento. Em suma: tratar a sexualidade na velhice como tema de saúde e de direitos é garantir qualidade de vida e dignidade a uma parcela crescente da população. A sexualidade realmente não tem idade, merece ser vivida com informação, proteção, e respeito.