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Cerveja sobe mais que a inflação em setembro

13/10/2025 15:17 Por Redação NTD

Segundo dados da CervBrasil, o preço da bebida aumentou 0,64% para consumo em casa e 0,44% fora do domicílio

Setembro foi um mês amargo para os apreciadores de cerveja. Mesmo com o recuo da inflação oficial, os preços da bebida subiram acima do índice geral — tanto para quem prefere brindar em casa quanto para os que levantam o copo nos bares e restaurantes. A alta, embora discreta, contrasta com o cenário de deflação no país, que registrou IPCA negativo de 0,48% no período. O resultado reforça uma tendência de resistência dos preços das bebidas alcoólicas, que costumam reagir de forma mais lenta às variações de custo e demanda do mercado.

De acordo com dados inéditos divulgados pela CervBrasil, entidade que representa a indústria cervejeira nacional, o preço da cerveja para consumo no domicílio teve aumento médio de 0,64% em setembro. Já nas mesas de bares e restaurantes, o avanço foi um pouco menor: 0,44%. Especialistas apontam que o reajuste é reflexo de custos de produção ainda elevados, influenciados pelo preço de insumos como cevada, alumínio e energia elétrica, além de custos logísticos que continuam impactando o setor de bebidas.

Tendência em 12 meses

Quando se observa um período mais longo, o cenário se mostra mais equilibrado. Nos últimos 12 meses, o preço da cerveja consumida em casa acumulou alta de 4,89%, enquanto nas saídas para bares e restaurantes o aumento foi de 4,64%. Ambos os percentuais ficaram abaixo da variação do IPCA, que subiu 5,17% no mesmo intervalo. Isso indica que, apesar da alta pontual em setembro, o preço médio da cerveja vem evoluindo de forma mais moderada que a inflação geral.

Ainda assim, o impacto no bolso do consumidor é perceptível, especialmente em datas de maior consumo e lazer. Para os bares, a combinação de custos estáveis e menor poder de compra da população pode significar um desafio para manter o movimento. Já para a indústria, o foco é encontrar um equilíbrio entre repassar custos e preservar a competitividade num mercado em que o brasileiro, fiel à sua cerveja, segue atento a cada centavo a mais no preço do copo.