Você já entrou em uma sala e, antes mesmo de alguém falar, sentiu o clima? Isso tem nome: energia emocional. Todo líder carrega uma e, a transmite, consciente ou não.
Não adianta falar de otimismo e resiliência com o rosto fechado e o tom impaciente. A linguagem não-verbal comunica muito mais do que imaginamos. E é nela que os líderes mais impactantes se destacam. Ultra recomendo o livro: O CORPO FALA, Pierre Weil e Roland Tompakow. Li este livro no início de minha carreira de gestor e, aprendi muito.
Pessoas se lembram de como você as fez sentir. Muito mais do que das frases que você disse e do que você fez. Pare agora e pense, quais foram os líderes, professors, pessoas que mais marcaram você. Com Certeza foi pelo que elas fizeram você sentir: positivo (bom) ou negativo (mal).
A liderança “energética” começa pela autorregulação, autocontrole e por fim, autoconhecimento. Como você chega nos lugares? Com pressa, tensão, desatenção? Ou com presença, escuta e postura positiva?
Não se trata de virar um guru zen. Mas de assumir a responsabilidade pela vibração que você propaga. Todo líder, queira ou não, é um transmissor emocional. É um “role model” – um modelo, um exemplo a seguir.
Em tempos de instabilidade e incerteza, a energia do líder pode ser âncora ou tormenta. Pode gerar segurança ou ansiedade. Pode inspirar ou contaminar. Qual você gostaria de receber? Qual você gostaria de dar? Pense nisto.
Quer elevar o clima, o astral, a energia do seu time? Comece ajustando o seu próprio nível energético.
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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