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Por que o horário de verão pode nunca mais voltar ao Brasil?

30/09/2025 16:11 Por Redação NTD

Suspenso desde 2019, mecanismo é considerado ineficaz diante da modernização tecnológica e das mudanças no consumo

O relógio já não dita o gasto de energia como antes. Desde que o horário de verão foi suspenso em 2019, a medida deixou de ser vista como ferramenta estratégica para o sistema elétrico nacional. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que a prática perdeu sua relevância diante de novos padrões de consumo e da ampla adoção de tecnologias como as lâmpadas de LED.

Em fevereiro deste ano, o Brasil registrou um pico de demanda de 103.785 MW às 14h42, horário em que o sol ainda está alto, reforçando a mudança no perfil do consumo. Antes, a iluminação artificial era considerada vilã no gasto energético noturno, mas hoje seu impacto é significativamente menor. Para os especialistas do setor, a antiga lógica que justificava o horário de verão não se sustenta mais.

Avaliação do governo

Estudos do MME indicam que uma eventual reintrodução da prática só seria cogitada em situações extremas, como em caso de escassez energética. O ONS afirma que o sistema elétrico está preparado para atender à demanda pelo menos até 2026, graças ao uso combinado de recursos energéticos disponíveis. Entre as estratégias adotadas, estão o aumento da produção em hidrelétricas e ajustes na operação das usinas, sobretudo em períodos de seca, para proteger os reservatórios.

Com o fim da prática, o governo tem voltado esforços para outras frentes. A diversificação das fontes de geração, aliada a programas de eficiência energética, é hoje considerada a forma mais eficaz de garantir a estabilidade do fornecimento e evitar apagões. O horário de verão, ao que tudo indica, permanece como um capítulo encerrado da história energética do país.