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Bem-estar & Saúde

Pesquisa revela que pacientes do SUS têm menos da metade do acesso a exames em relação aos planos de saúde

18/09/2025 11:13 Por Redação NTD

Levantamento mostra que desigualdade persiste mesmo após avanços na rede pública 

A cada vez que um paciente da rede pública consegue fazer um exame de imagem, como ultrassom ou ressonância, outro paciente da saúde suplementar já fez pelo menos o dobro. Essa é a conclusão de um levantamento inédito do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, que avaliou o acesso a cinco aparelhos fundamentais: raio-X, mamógrafo, ultrassom, tomógrafo computadorizado e ressonância magnética.

Em 2023, a rede pública registrou uma média de 634,41 exames por grupo de mil usuários do SUS, menos da metade da proporção observada entre os beneficiários de planos de saúde, que chegaram a 1.323,37 exames por mil pessoas. Embora o número no SUS tenha crescido nos últimos anos, o ritmo de expansão ainda não foi suficiente para equilibrar o cenário.

Discrepância em exames sofisticados

O contraste é menor em exames simples, como o raio-X: 401 por mil usuários do SUS, contra 544 entre pacientes de convênios. Mas, quando se trata de exames de maior custo, o abismo é evidente. Nas ressonâncias magnéticas, por exemplo, a rede pública alcançou apenas 13,8 por grupo de mil usuários, enquanto os planos particulares registraram impressionantes 181,22 por mil.

Para especialistas, os números revelam que, mesmo com esforços de ampliação da rede, o SUS ainda não consegue oferecer aos pacientes um acesso minimamente próximo ao setor privado. A avaliação é de que políticas públicas voltadas para a expansão da infraestrutura e a redução das filas são urgentes para diminuir a desigualdade no diagnóstico por imagem no Brasil.