Espaço icônico de Brasília, que já recebeu 10 mil pessoas em um fim de semana, está em reforma
Ondas artificiais, gritos de alegria e finais de semana com o parque lotado: essa era a rotina da piscina de ondas do Parque da Cidade, em Brasília, inaugurada em 1978. O espaço, que marcou gerações com águas agitadas de até um metro de altura, virou símbolo de lazer da capital. Mas, após anos de glória, surpreendeu a todos ao ser desativado em 1997, por falta de manutenção e problemas estruturais.
Com o abandono, produtores culturais chegaram a usar a piscina seca para eventos ao ar livre, até que a pandemia de Covid-19 fechou definitivamente o espaço. Em novembro de 2024, o Governo do Distrito Federal assinou a ordem de serviço para sua recuperação. A obra, orçada em R$ 18,2 milhões, está sob responsabilidade da Novacap, com projetos da Engemil Engenharia. A operação futura será definida pela Secretaria de Esporte e Lazer ou por meio de chamamento público.
Decisão pela reforma
As obras começaram em fevereiro deste ano, com demolição de revestimentos, retirada de tubulações antigas e topografia para as novas estruturas. A previsão de entrega é até o fim de 2026, embora exista a possibilidade de antecipação. A próxima etapa será a escavação do rio lento, que terá 1.700 metros de extensão e cinco casas de máquinas.
O novo complexo aquático contará com piscinas de diferentes profundidades, brinquedos infantis, sistema moderno de ondas com iluminação em LED, áreas de convivência e paisagismo, além de acessibilidade plena. Os vestiários e banheiros serão reformados, o antigo restaurante será reaproveitado e todo o sistema de filtragem de água será renovado. A expectativa é que o espaço volte a ser um dos principais pontos de lazer de Brasília.