Notícia Todo Dia NTD
Geral

Alerta ao consumidor: azeite “Mito Andino” é proibido e deve ser retirado imediatamente das prateleiras

14/09/2025 14:37 Por Redação NTD

Autoridades argentinas descobrem fraude em rótulos e ordenam retirada do produto; consumidores brasileiros são afetados

O que parecia ser apenas mais uma garrafa de azeite importado para dar sabor às refeições se revelou uma fraude perigosa. O tradicional “Mito Andino”, encontrado em supermercados e até em lojas virtuais acessadas por consumidores brasileiros, foi proibido na Argentina depois que a ANMAT (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica) descobriu que seus rótulos exibiam registros falsos e pertencentes a outro produto.

De acordo com a ANMAT, o “Mito Andino” não possui os registros obrigatórios de estabelecimento (RNE) e de produto (RNPA). Isso significa que o azeite não tem procedência garantida nem certificação de segurança alimentar, configurando grave risco aos consumidores que possam ter adquirido o item em supermercados ou pela internet.

Retirada imediata e recomendações

A agência ordenou a suspensão total da elaboração, fracionamento e comercialização do produto em todo o território argentino. Determinou ainda que o azeite seja retirado das gôndolas de supermercados e bloqueado de plataformas de venda online. Quem já comprou o “Mito Andino” deve evitar o consumo e procurar a ANMAT pelo e-mail pesquisa@anmat.gob.ar para mais informações.

Enquanto isso, no Brasil, o azeite “Mito Andino” segue liberado e não há qualquer proibição legal em vigor. A falta de ação das autoridades nacionais levanta preocupações sobre a eficácia da fiscalização de alimentos importados, já que um produto considerado ilegal e arriscado em seu país de origem continua disponível nas prateleiras brasileiras. Especialistas alertam que a omissão pode expor consumidores a sérios danos à saúde e cobram uma resposta urgente da Anvisa para evitar que o escândalo argentino se repita no mercado interno.