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Morre Luis Fernando Verissimo, ícone da literatura e do humor brasileiro

30/08/2025 13:21 Por Redação NTD

Escritor gaúcho, filho de Érico Verissimo, deixa legado de personagens marcantes, obras adaptadas para a TV e uma vida dedicada à cultura

Luis Fernando Verissimo, um dos autores mais lidos e admirados do Brasil, morreu neste sábado, 30, em Porto Alegre, aos 88 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia. O escritor estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, onde permaneceu na UTI em estado grave. Diagnosticado com doença de Parkinson, já havia enfrentado problemas de saúde anteriormente, incluindo complicações cardíacas em 2016, quando precisou colocar um marca-passo.

Nascido em Porto Alegre, em 1936, Luis Fernando era filho do também escritor Érico Verissimo e trilhou seu próprio caminho na literatura, conquistando um público vasto e fiel. Fez enorme sucesso com suas crônicas, contos, romances e tiras de humor, construindo uma carreira que se estendeu por mais de cinco décadas. Seu trabalho ganhou ainda mais visibilidade com as adaptações televisivas, entre elas a série Comédia da Vida Privada, exibida pela Rede Globo, que levou suas histórias ao grande público com a interpretação de atores renomados da teledramaturgia brasileira.

Criador de personagens inesquecíveis como o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, e o detetive atrapalhado Ed Mort, Verissimo também brilhou nos quadrinhos com a tira As Cobras, lançada em 1975 no jornal Zero Hora, e mais tarde publicada em diversos jornais pelo país. Seu estilo, marcado pelo humor fino e pela ironia crítica, conquistou gerações de leitores, e garantiu-lhe um lugar único na cultura brasileira.

Além da literatura, Verissimo cultivava paixões que refletiam sua personalidade generosa e curiosa: o jazz, a gastronomia, as viagens, e o futebol. Torcedor apaixonado do Internacional, também se destacou como cronista esportivo, comentando Copas do Mundo, e escrevendo sobre o esporte com a mesma leveza e humor que marcaram sua obra literária. Com sua morte, o Brasil perde não apenas um escritor brilhante, mas uma das vozes mais afetuosas e perspicazes de sua cultura.