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Coluna: Bichos & etc

Primavera esquenta e ameaça as patas dos cães

03/10/2026 • 19:45 • Por Elaine Ribeiro

Asfalto e calçadas podem atingir temperaturas capazes de provocar queimaduras e ferimentos; mudança no horário dos passeios ajuda a proteger os animais

Para os cães, a primavera pode esconder uma armadilha bem debaixo das patas. Com a elevação das temperaturas, não basta garantir água fresca, sombra e proteção contra o calor: o chão também precisa entrar no radar dos tutores. Calçadas, ruas e, principalmente, o asfalto exposto ao sol podem ficar muito mais quentes que o ambiente e transformar um passeio aparentemente inofensivo em risco de vermelhidão, irritação, dor, queimaduras e até ferimentos nas almofadas das patas. 

Uma das medidas mais simples para evitar problemas é mudar o relógio do passeio. O início da manhã e o fim da tarde, quando o piso tende a estar mais fresco, são os períodos mais indicados, enquanto os horários de sol forte devem ser evitados. Antes de sair, vale fazer um teste rápido: encostar a mão no chão por alguns segundos. Se estiver quente demais para mantê-la ali confortavelmente, a superfície provavelmente também não é segura para o cachorro. Sempre que possível, trajetos com sombra e grama são melhores alternativas aos longos trechos de concreto ou asfalto aquecidos.

De olho nas patinhas

A atenção deve continuar depois que o animal volta para casa. Vermelhidão, sensibilidade, lambedura excessiva, dificuldade para caminhar ou resistência em apoiar uma das patas podem indicar alguma lesão. Também é recomendável verificar entre os dedos se há pedras, espinhos, areia ou outros materiais presos e manter as patas limpas. Se houver queimaduras, ferimentos ou dor intensa, a orientação é procurar um médico-veterinário e evitar medicamentos ou soluções caseiras sem indicação profissional, que podem piorar o quadro.

Com os dias mais quentes da primavera, pequenos cuidados podem fazer grande diferença para que o passeio continue sendo sinônimo de diversão, e não de sofrimento. Além de escolher os horários mais amenos, procurar áreas arborizadas e manter água fresca disponível, observar regularmente as patas ajuda a prevenir complicações. A regra é simples e pode servir como alerta antes mesmo de colocar a coleira: se o chão está quente demais para a sua mão, provavelmente também está quente demais para as patas do seu cão.

Elaine Ribeiro